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José Cláudio

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José Cláudio, artista plástico
Pintura de José Cláudio

Artista plástico, José Cláudio da Silva nasceu a 27/08/1932, no município de Ipojuca. Adolescente, foi estudar no Recife, ingressando na Faculdade de Direito que logo abandonaria para estudar artes.

Ingressou no Ateliê Coletivo organizado no Recife por Abelardo da Hora, tendo como contemporâneos Gilvan Samico, Guita Charifker, Reynaldo Fonseca, entre outros.

Na Bahia, freqüentou ateliê de Mário Cravo e Caribé. Trabalhou com Di Cavalcanti e Lívio Abhramo, em São Paulo, onde fez sua primeira exposição individual: "Desenhos", Clube dos Artistas e Amigos da Arte, 1956.

Realizou, também, esculturas em granito e painéis em pedra cerâmica. Participação em bienais e ganhador de uma bolsa de estudos da Academia de Belas Artes de Roma.

Sua arte, de forte inspiração regional, já percorreu museus e galerias de todo o Brasil. Explora, com mais freqüência, temas como brincadeiras de infância, tipos populares, festas do interior nordestino e mulheres sedutoras.

Além do desenho e pintura, gosta de escrever, tendo estreado na literatura em 1965.

Livros publicados: "Viagem de Um Jovem Pintor a Bahia"; "Ipojuca de Santo Cristo"; "Bem Dentro"; "Meu Pai Não Viu Minha Glória" (crônicas); "Os Dias de Ubá" (inspirado no diário de viagem ao Benin, África.

Entre 1969/70, trabalhou como ajudante de desenhista da Sudene (num edifício da Rua da Aurora, Recife).

Fonte: pe-az







José Cláudio da Silva

Nasceu em Ipojuca, Pernambuco, 1932. Em 1952 interrompe o Curso de Direito, da Faculdadae de Direito do Recife para se dedicar a arte. Ingressa no Atelier Coletivo, da Sociedade de Arte Moderna do Recife, dirigido pelo escultor Abelardo da Hora. Viaja a Bahia: Feira de Santana, a convite de Raimundo Oliveira; Salvador, trabalha com Mário Cravo Júnior, Carybé e Jenner Augusto. 1954, volta a Pernambuco. Trabalha alguns meses na loja de seu pai, em Ipojuca. Retornando a Bahia, 1955, encontra-se com Arnaldo Pedroso d' Horta. Passa a se dedicar mais a desenho. Transfere-se para São Paulo. Trabalha inicialmente com o pintor Di Cavalcanti. Frequenta a Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Seção de Gravura, orientada por Lívio Abramo. Participa do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Faz em 1956 sua primeira mostra individual, com desenhos, no Clube dos Artistas e Amigos da Arte (Clubinho), comentada por artigos de Sérgio Milliet, Quirino da Silva e José Geraldo Vieira. Em 1957 participa da IV Bienal de São Paulo, que lhe confere premio de acquisição. Recebe bolsa de estudos da Fundação Rotelini (Italia) e passa um ano na Europa, onde frequenta o Curso de Modelo Vivo e História da Arte, na Academia de Belas Artes.

De volta a São Paulo, participa da V Bienal. Retorna a Pernambuco e passa a residir em Olinda no atelier de Montez Magno, Adão Pinheiro e Anchises Azevedo. Realiza sua Segunda individual de desenhos, na Lemac, Recife. Colabora com artigos sobre as artes plasticas para os jornais do Recife: Diario da Noite, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. 1962, Premio Leiner de Arte Contemporânea para desenho. 1963, exposicao individual de desenhos na galleria São Luiz, São Paulo. Participa da VII Bienal de São Paulo.

Em 1965 lança seus livros "Viagem de um jovem pintor a Bahia" e "Ipojuca de Santo Cristo", comentados entre outros, por Sergio Milliet, Paulo Mendes de Almeida e Matheus de Lima. Em 1966, apresenta sua mais completa exposicao de desenhos, na Galeria Casa Holanda, Recife, organizada por Gastão de Hollanda. Em 1967 retorna a pintura e começa a esculpir em Madeira. Apresenta o catálogo da coletiva "Oficina Pernambucana", organizada por Walter Zanini, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. 1968, lança seu terceiro livro de viagem, "Bem Dentro". 1969, inicia a série das esculturas de grande porte, em granito, em Nova Jerusalém, Pernambuco, 1970, individual de pinturas na Galeria Detalhe, Recife.

A partir de 1972 dedica-se assiduamente as esculturas de grandes proporções em granito e a pintura. Em 1973 sua escultura "O Pássaro" participa da exposição "Image du Bresil", no Manhattan Center de Bruxelas, organizada pelo Museu de Arte de São Paulo. 1975, exposição individual no Renato Magalhães Gouvêa-Escritório de Arte, São Paulo e pinta 100 óleos documentando aspectos da Amazônia, adquiridos pelo Governo do Estado de São Paulo e postos no salao de recepcoes do Palácio Bandeirantes. Realizou exposições na Gatsby Arte, no Recife, em 1977; na Galeria Kraft, Porto Alegre, 1980. Em 1979 sua escultura em granito "Asas do Imigrante", de 90 toneladas, e colocada pelo DERSA na Rodovia dos Imigrantes, São Paulo.

1981, individual de pintura na Artespaco, Recife. 1982, participou da mostra "Entre a mancha e a figura", no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e, em 1983, da "3/4 Grandes Formatos", no Centro Empresarial Rio, organizada por Rubens Gerchman, alem do "Panorama da Arte Atual Brasileira", do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Francisco Brennand e Vera d' Horta Beccari escreveram sobre sua pintura. A imprensa local o tem acompanhado com grande interesse-Celso Marconi, Valdi Coutinho, Paulo Chaves, Jomard Muniz de Britto, Paulo Fernando Craveiro-. Jacob Klintowitz, em artigo na revista Penthouse situa-o entre os principais artistas brasileiros da atualidade. 1983, individual na Artespaco, Recife, 30 oleos, vistas de Olinda. 1985, paisagens e figures, individual na Art-espaco, Recife, com apresentação de Frederico Morais. 1986, paisagens, individual na Galeria de Arte Ipanema.

Fonte: masterarte

José Cláudio (Ipojuca PE 1932). Pintor, desenhista, gravador, escultor, crítico de arte e escritor. Em 1952, José Cláudio, ao lado de Abelardo da Hora (1924), Gilvan Samico (1928) e Wellington Virgolino (1929 - 1988), entre outros, funda o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR. Posteriormente, em Salvador, José Cláudio é orientado por Mario Cravo Júnior (1923), Carybé (1911 - 1997) e Jenner Augusto (1924 - 2003). Viaja para São Paulo em 1955, onde inicialmente trabalha com Di Cavalcanti (1897 - 1976), estudando também gravura com Lívio Abramo (1903 - 1992) na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Recebe bolsa de estudos da Fundação Rotelini, em 1957, permanecendo por um ano em Roma, na Academia de Belas Artes. De volta ao Brasil, passa a residir em Olinda e escreve artigos sobre artes plásticas para o Diário da Noite, do Recife. Realiza pinturas de caráter figurativo, retratando cenas regionais e paisagens do Nordeste, evitando, porém, o caráter pitoresco. O artista escreve, ao longo de sua carreira, vários textos de apresentação para exposições de pintores nordestinos, como a mostra Oficina Pernambucana (1967). Publica, entre outros, o livro Memória do Ateliê Coletivo (1978), no qual reúne depoimentos dos vários artistas que integram o grupo.

Comentário Crítico

José Cláudio é um dos fundadores do Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR, ao lado de Abelardo da Hora (1924), Gilvan Samico (1928) e Wellington Virgolino (1929 - 1988), entre outros. O Ateliê Coletivo é um centro de estudo de desenho e gravura voltado para uma arte de caráter social e funciona no Recife entre 1952 e 1957.

Posteriormente, em Salvador, José Cláudio é orientado por

Mario Cravo Júnior (1923), Carybé (1911 - 1997) e Jenner Augusto (1924 - 2003).

O artista viaja para São Paulo em 1955, onde estuda gravura com Lívio Abramo (1903 - 1992) na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1957, recebe bolsa de estudo da Fundação Rotelini e permanece por um ano em Roma, na Academia de Belas Artes. De volta ao Brasil, passa a residir em Olinda e escreve artigos sobre artes plásticas para o Diário da Noite, do Recife.

José Cláudio realiza pinturas de caráter figurativo, retratando cenas regionais e paisagens do Nordeste, evitando, porém, o caráter pitoresco, como em

Pátio do Mercado (1972) ou Rua Leão Coroado (1973). Em Casa Vermelha de Olinda (1973), destaca-se o diálogo com a abstração, a simplificação formal, o uso livre da pincelada e o colorido intenso. Em suas obras podemos perceber a admiração por artistas da Escola de Paris e também pelos expressionistas, como na série de nus femininos, do fim da década de 1970. O carnaval é o tema dos quadros Homem da Meia Noite ou Cheguei Agora (ambos de 1974), com cores vivas e contrastantes. Em 1975, o artista participa de expedição à Amazônia, promovida pelo Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, registrando em vários desenhos a óleo diversos aspectos regionais.

Em 1980, José Cláudio cria uma série de telas nas quais reinterpreta o quadro O Repouso do Modelo, do pintor ituano Almeida Júnior (1850 - 1899). Nessas obras revela a tendência a abolir a profundidade do plano pictórico, simplificando os elementos formais, que tendem a uma geometrização. Em 1985, pinta paisagens ao ar livre, como Ipojuca e Serrambi, empregando pinceladas largas e enérgicas.

O artista escreve, ao longo de sua carreira, vários textos de apresentação para exposições de pintores nordestinos, como a mostra Oficina Pernambucana (1967). Publica, entre outros, o livro Memória do Ateliê Coletivo (1978), no qual reúne depoimentos dos vários artistas que

integram o grupo.

Nascimento

1932 - Ipojuca PE

Formação

ca.1952 - Recife PE - Estuda direito na UFP, tendo interrompido o curso para ingressar no Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife

1954 - Salvador BA - Recebe orientação artística de Mario Cravo Júnior (1923),Carybé (1911 - 1997) e Jenner Augusto (1924 - 2003)



1955 - São Paulo SP - Desenvolve trabalhos com o pintor

Di Cavalcanti (1897 - 1976)

1955/1957 - São Paulo SP - Estuda gravura com Lívio Abramo (1903 - 1992) na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP

1957 - Roma (Itália) - Estuda modelo vivo e história da arte na Academia de Belas Artes de Roma



Cronologia

Pintor, desenhista, gravador, escultor, crítico de arte e escritor.

1950 - Recife PE - Vive nessa cidade

1952 - Recife PE - Funda o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife, ao lado de Abelardo da Hora (1924), Gilvan Samico (1928) e Wellington Virgolino (1929 - 1988), entre outros

1957 - Recebe bolsa da Fundação Rotelini (Itália)

1959 - Olinda PE - Vive nessa cidade

1965 - Lança os livros Viagem de um jovem pintor à Bahia e Ipojuca de Santo Cristo

1975 - Amazônia AM - Realiza cerca de uma centena de pinturas como integrante de uma expedição patrocinada pelo Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - USP

1978 - Recife PE - Publica o livro Memoria do Atelier Coletivo

Exposições Individuais

1956 - São Paulo SP - Primeira individual, no Clube dos Artistas e Amigos das Artes (Clubinho)

1963 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luís

1966 - Recife PE - Individual, na Galeria Casa Hollanda

1970 - Recife PE - Individual, na Galeria Detalhe



1975 - São Paulo SP - Individual, na Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte



1977 - São Paulo SP - Individual, na Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte



1977 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço



1977 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Nara Roesler



1977 - Recife PE - Individual, na Gatsby Arte



1980 - São Paulo SP - Individual, na Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte

1980 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Kraft

1981 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço

1982 - São Paulo SP - Individual, na Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte

1983 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço

1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Ipanema



Acervos

Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP - São Paulo SP

Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo - São Paulo SP

Acervo Banco Itaú S.A. - São Paulo SP

Fontes de Pesquisa

ARAÚJO, Emanoel (org.). A Mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica. São Paulo: Tenenge, 1988. 398 p., il. p&b, color.

ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 1008 p., il. color. 2v.

CAVALCANTI, Carlos (org.); AYALA, Walmir (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos - A - C  Brasília: MEC : INL, 1973. v. 1, pt. 2, il. p&b. (Dicionário especializado, 5). CLÁUDIO, José. José Cláudio. São Paulo: Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, 1975. 38 il., p&b., fotos, il.

CLÁUDIO, José. José Cláudio. São Paulo: Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, 1977. [23 p.], il. p.b. color.

CLÁUDIO, José. José Cláudio: pinturas. Recife: Artespaço Galeria de Arte, 1985. , il. p&b color.

CLÁUDIO, José. Memória do Atelier Coletivo: Recife 1952-1957. Recife: Artespaço Galeria de Arte, [1982?]. 88 p., il. p&b.

JOSÉ Cláudio e Gil Vicente: interpretam o quadro "Saudades" de Almeida Júnior. Recife: Museu do Estado de Pernambuco, 1987. , il. p&b color.

LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. 555 p., il. p&b., color.

PERNAMBUCANOS em Brasília. Brasília: Galeria de Arte da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, 1986. il. p&b. PONTUAL, Roberto.

Dicionário das artes plásticas no Brasil. Texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Carlos Cavalcanti, Flávio Mota, Aracy Amaral, Walter Zanini, Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p., il. p&b., color. PONTUAL, Roberto.

Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987. 585 p., il. color. ZANINI, Walter (org.).

História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães : Instituto Walther Moreira Salles, 1983. 1106 p., il. color. 2v.

Exposições Coletivas

1954 - Recife PE - 1ª Exposição do Ateliê Coletivo

1954 - Recife PE - Salão de Pintura do Museu do Estado de Pernambuco - menção honrosa

1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna

1956 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Moderna

1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1961 - São Paulo SP - Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas - 1º prêmio em desenho

1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1975 - Bruxelas (Bélgica) - Image du Brésil, no Manhattan Center - organizada pelo Masp

1976 - São Paulo SP - O Desenho em Pernambuco, na Galeria Nara Roesler

1982 - Rio de Janeiro RJ - Entre a Mancha e a Figura, no MAM/RJ

1983 - Rio de Janeiro RJ - 3 x 4 Grandes Formatos, na Galeria do Centro Empresarial Rio



1983 - São Paulo SP - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1984 - Rio de Janeiro RJ - Intervenções no Espaço Urbano, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet

1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal 1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1986 - Brasília DF - Pernambucanos em Brasília, no ECT Galeria de Arte 1986 - Fortaleza CE - Imagine: o planeta saúda o cometa, na Arte Galeria

1986 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Mostra Christian Dior de Arte Contemporânea: pintura, no Paço Imperial - premiado

1987 - Recife PE - José Cláudio e Gil Vicente, no Museu do Estado de Pernambuco

1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP

1988 - Rio de Janeiro RJ - Le Déjeuner sur l"Art: Manet no Brasil, na EAV/Parque Lage

1988 - Rio de Janeiro RJ - Abolição, na Galeria de Arte Ipanema

1988 - São Paulo SP - A Mão Afro-Brasileira, no MAM/SP

1988 - São Paulo SP - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc Pompéia

1989 - Copenhague (Dinamarca) - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg

1989 - Recife PE - Natureza da Pintura, no Centro Cultural Adalgisa Falcão

1989 - Olinda PE - Viva Olinda Viva, no Atelier Coletivo



1990 - Olinda PE - Permanência da Pintura, no Atelier Coletivo

1991 - São Paulo SP - A Mata, no MAC/USP

1992 - Rio de Janeiro RJ - Coca-Cola 50 Anos com Arte, no MAM/RJ

1992 - São Paulo SP - Coca-Cola 50 Anos com Arte, MAM/SP

1992 - Rio de Janeiro RJ - Ateliê Coletivo, no Centro Cultural Candido Mendes

1993 - Hamburgo (Alemanha) - Atelier Coletivo, no Km Wolff

1993 - São Paulo SP - 23º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967 - MAM/SP

1994 - São Paulo SP - Marinhas, na Galeria Nara Roesler

2000 - São Paulo SP - Almeida Júnior: um artista revisitado, na Pinacoteca do Estado

2000 - Recife PE - Ateliê Pernambuco: homenagem a Bajado e acervo do Mamam, no Mamam 2003 - São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural

Textos críticos

"José Cláudio é figurativista desde sempre, e pratica uma arte em que a emoção primeira sequer permite ou admite emendas e correções. Disso resulta certa impressão de desleixo e de mal-acabamento que por vezes inspira sua obra. No entanto, trata-se de efeitos deliberadamente obtidos, fruto de seu acentuado amor à matéria. Expressionista, fazendo uso de um desenho rigoroso, de uma pincelada larga e espontânea de um colorido profundo, do ponto de vista da temática José Cláudio debruçou-se sobre cenas e tipos regionais, sobre os costumes regionais e sobre a paisagem, as aves e as frutas do seu Nordeste, despojando-as, porém, de qualquer conteúdo pitoresco, para apenas se concentrar em sua expressão pictórica. Um sensual e um dionisíaco, hedonista que, segundo suas próprias palavras, diante de uma bela manga não sabe se deva pintá-la ou chupá-la, José Cláudio voltou-se também para a problemática da criação artística - como pintor, na série de grandes óleos que dedicou em começos da década de 1980 ao REPOUSO DO MODELO, de Almeida Júnior - desmembrado, rearticulado, reinterpretado em cada um de seus múltiplos aspectos formais e psicológicos -, e como escritor, historiador da arte pernambucana, num estilo tão pouco alambicado quanto sua pintura, (...)".

LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais

José Cláudio

Palavras-chave: Nordeste