O NORDESTE / Enciclopédia Nordeste / José Augusto, político e educador

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José Barbosa

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PINTOR, GRAVADOR, ENTALHADOR E ESCULTOR.
Em 1960, na oficina de seu pai, conhece o pintor Adão Pinheiro, quando passa a entalhar os seus desenhos. Em 1965, cria junto com Guita Charifker, Adão Pinheiro, João Câmara, Vicente do Rego Monteiro, João Câmara e outros artistas, o movimento de arte da Ribeira/Olinda. Organiza com Janete Costa o I Salão de Arte Popular em Natal/RN e, em 1966, participa da Oficina 154 em Olinda/PE. Nessa mesma época transfere-se para o Rio de Janeiro iniciando-se na gravura em metal na Escolinha de Arte do Brasil, com o Prof. Orlando Dasilva. No Rio, realiza decorações de entalhes para o Hotel Savoy.

Realizou inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior. Em 1972, transfere-se para a Europa, fixando-se em Colônia/Alemanha e posteriormente em Paris/França, montou atelier em Meudon com Roseline Granet, Jean Paul Riopelle e Frondrerie Berjac. Além de restaurar trabalhos (esculturas) de Miro, fez restauração em uma mansão em Conque, Rouergue. Em 1977, retorna ao Brasil e trabalha em nível de exclusividade com Renato Magalhães Gouveia - Escritório de Arte, tornando-se posteriormente seu representante.

Gil Vicente, no catálogo 30 Anos de Arte, registrou: "(...) Todas as referências e influências se fundem há anos em Zé Barbosa. A tradição do seu povo e a cultura pictórica do mundo atual derrete em seu fogo interior. Essas obras não é mais isso nem aquilo. Nem Jota Borges nem Chagall. Nem Seu Lourenço nem Picasso. Nem o branco nem o preto. Nem o índio. É apenas tudo isso: José Barbosa".

José Roberto Teixeira Leite, em 1980, registrou em catálogo a seguinte crítica: "O nome de José Barbosa costumava ser relacionado até bem poucos anos atrás exclusivamente com um meio expressivo que ele, muito jovem ainda, sozinho conseguira consagrar no 'Sul-Maravilha': a talha nordestina, de extração popular. Lembro-me, por exemplo, de uma primeira exposição organizada no Rio de Janeiro, na finada Galeria Goeldi, em que o então garoto José Barbosa conseguiria impressionar críticos e arquitetos, artistas e colecionadores com seu talento forte, com sua originalidade: a talha, até então o patinho feio de nossas artes visuais, espécie de tourist art para americanos de gosto duvidável, tinha enfim seu representante maior, e através ele se conquistava foros de maioridade".

"Passaram-se os anos, José Barbosa viajou e por muito tempo ninguém mais lhe viu os trabalhos. Reapareceria depois, retornando não sei de quais Alemanhas da vida, tendo acrescentando, à técnica primeira, outra nova, que desde logo soube manipular com extrema mestria: a aquarela, não a aquarela de transparências sutis e relações cromáticas e formais delicadas, mas uma aquarela rude e forte, cheirando à terra nordestina da qual nasceu, e de que se alimenta". (...)

Fonte: rodriguesgaleria

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