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Natanael Guedes 17/8/1972 - Acervo www.onordeste.com
Joaquim Cardozo, poeta e calculista
Joaquim Cardozo

Nascido no Recife (bairro do Zumbi), a 26 de agosto de 1897, Joaquim Cardozo, poeta, é autor dos livros Poemas, Signo Estrelado, O Interior da Matéria, Poesias Completas e Um Livro Aceso e Nove Canções Sombrias.

     No campo da dramaturgia escreveu, inovando o gênero bumba-meu-boi: Coronel de Macambira, De uma noite de festa e Marechal, boi de carro . Escreveu ainda os dramas O Capataz de Salema , e Antônio Conselheiro , alémdo pastoril Os anjos e os demônios de Deus.

     Com Oscar Niemeyer e Lúcio Costa participou da construção da cidade de Brasília, respondendo pelos cálculos estruturais. Dentre os edifícios calculados por Joaquim Cardozo, em Brasília, destacam-se o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional e a Catedral.

     Como engenheiro calculista, sensível à beleza das formas da arquitetura moderna, Joaquim Cardozo, à época em que foi, no Recife, professor das escolas de Engenharia e Belas Artes (década de 30) escreveu também sobre questões pertinentes à engenharia e à arquitetura. Esses escritos foram publicados em periódicos como Módulo, Arquitetura e Revista do SPHAN.

     No final de 1939, paraninfando uma turma de engenheiros, criticou, no seu discurso, o mau uso e as distorções que o poder público fazia no tocante à utilização da engenharia.

Fonte: joaquimcardozo

Por Everardo Norões

Uma tarde, do ano de 1931, num dos sobrados da Rua da União, quando o Recife ainda não estava "pregada na longa cruz das avenidas", o filósofo Evaldo Coutinho veio em visita ao seu amigo, o poeta e calculista Joaquim Cardozo. E o surpreendeu sentado ao piano, a executar trechos musicais dos grandes clássicos. Mais tarde, o filósofo revelaria sua grande surpresa: desconhecia, até então, as qualidades musicais daquele que ele sabia poeta, poliglota, exímio engenheiro calculista e desenhista de talento.

No entanto, a maior impressão que o filósofo Evaldo Coutinho guardou de seu amigo não foram as altas qualidades de intelectual, mas a forma como Joaquim Cardozo guardou intacta durante toda a vida a unidade do pensamento e da estrutura moral. E deixou registrado, num de seus textos que de todos os seus dons "eleva-se o da simplicidade na arte e na vida". Essa inteireza de Joaquim Cardozo era da natureza daquela que outro poeta da mesma estirpe, Fernando Pessoa, soube expressar através de uma singular metáfora:

Para ser grande sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive".

O poeta e calculista Joaquim Cardozo nasceu no dia 26 de agosto de 1897, no Recife, bairro do Zumbi, à época região de várzea do rio Capibaribe. Foi o nono dos doze filhos do guarda-livros José Antônio Cardoso e de Elvira Moreira Cardoso. O sobrado dos pais situava-se no lugar conhecido como Sítio do Cardoso, em terras que foram "do engenho Torre, ou do engenho Madalena, ambos citados na história da Guerra Holandesa". O velho sobrado ainda existe, descaracterizado. Situado no nº 624 da Avenida Caxangá, serve de sede ao Cacique, tradicional time de futebol do bairro. Dentro da casa, uma placa, que ninguém lê, deixada por um de nossos governantes, registra que ali morou o poeta e calculista de Brasília.

Em 1910, Joaquim Cardozo, então com 13 anos, mudou-se com a família para Jaboatão e começou seus estudos no Ginásio Pernambucano do Recife. Suas idas e vindas de trem ao Recife levaram-no a conhecer os companheiros de início de vida literária, os irmãos Benedito e Honório Monteiro. Com eles, funda o pequeno jornal O Arrabalde. Nas edições de 15 e 30 de novembro de 1913, Joaquim Cardozo escreve seu primeiro texto conhecido, um artigo intitulado Astronomia alegre.

Escrito em forma de diálogo, tem o propósito de explicar, didaticamente, as mudanças do brilho nos astros. Com o desaparecimento do jornal, parte do artigo, no qual Joaquim Cardozo já tenta unir ciência e poesia, permanece inédito. Nessa época, Joaquim Cardozo freqüenta a Biblioteca Pública e o Curso de Preparatórios do Dr. Joaquim Pimenta.

Aos 17 anos volta a morar no Recife e começa a trabalhar como caricaturista no jornal Diário de Pernambuco, ilustrando versos satíricos do jornalista Jáder de Andrade, numa colaboração que dura oito meses. Logo em seguida, ingressa na Escola Livre de Engenharia e passa a executar trabalhos de topógrafo que o levam a conhecer em profundidade não apenas a cidade do Recife (contratado pelo engenheiro Domingos Ferreira para levantamentos topográficos), mas outras regiões do Nordeste, como a Baía da Traição, na Paraíba.

Ali, onde, segundo ele, o sol era tremendo, "não se podia levar água e a seca terrível obrigava-nos a beber água de chincho". E assiste, pela primeira vez, festejarem quatro santos durante o ciclo junino: São João, São Pedro, mais Santo Antônio e Sant'Ana. Essas incursões alimentam seu imaginário e seus conhecimentos sobre a realidade social, fornecendo elementos importantes para sua criação literária.

Seu encontro, em 1924, com José Maria de Albuquerque e Melo, fundador da Revista do Norte, a mais importante revista literária de Pernambuco da década de 20, torna-se um marco na vida literária de Joaquim Cardozo. Na revista atua como ilustrador e publica seus primeiros poemas. No Livro do Nordeste, de 1925, conhecido como Livro do Diário - comemorativo do centenário do jornal do Diário de Pernambuco, de Recife - Joaquim Cardozo publica seu primeiro ensaio literário, tendo como título Um poeta pernambucano: Manuel Bandeira.

O ensaio é apresentado por Gilberto Freyre, que se refere a Joaquim Cardozo como "um dos poetas jovens mais interessantes de Pernambuco". São também de Joaquim Cardozo as ilustrações e o desenho de capa do livro Catimbó (1927), de Ascenso Ferreira, que abandonara sua fase parnasiana para ingressar no modernismo sob a influência de Benedito Monteiro, como o próprio Ascenso viria a declarar.

Joaquim Cardoso, Gilberto Freyre, Ascenso Ferreira, entre outros, inauguram o movimento modernista do Nordeste, de certo modo desvinculado do Movimento de 22. Joaquim Cardozo, um de seus criadores, poliglota, tem acesso às mais destacadas revistas de vanguarda editadas nas grandes metrópoles.

Contudo, de origem pobre, assoberbado de trabalho, Joaquim Cardozo é obrigado a interromper várias vezes seu curso universitário. Somente aos 33 anos forma-se engenheiro, quinze anos após ter ingressado na Escola de Engenharia. Mas seus poemas já são conhecidos do mundo literário e seu gênio de engenheiro calculista não cessa de ser buscado pelos maiores arquitetos do país.

Em 1934, integra a equipe de Luiz Nunes, um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil, contratado pelo Governo de Pernambuco para criar a Diretoria de Architectura e Construção. A equipe de Luiz Nunes é responsável pelas grandes inovações da arquitetura do Recife. A equipe é desfeita três anos depois, em conseqüência do golpe do Estado Novo.

Entre os membros da equipe, o grande paisagista Roberto Burle-Marx, criador de várias praças no Recife, entre elas a de Casa Forte e a do Benfica. As marcas na paisagem da cidade deixadas por esses homens, preocupados com a cidadania no seu sentido mais lato, ainda hoje contrastam com o descalabro urbano desenhado pelo descaso público e a especulação imobiliária.

Catedrático dos cursos de Engenharia e Arquitetura, Joaquim Cardozo enfatiza a necessidade de que os engenheiros e arquitetos dominem a ciência e a técnica, adotando soluções adaptadas à realidade brasileira. Essa preocupação encontra-se presente na maioria de seus artigos, a exemplo daqueles que tratam da arquitetura popular, das casas sobre palafitas do Amazonas, dos movimentos da arquitetura brasileira e da filosofia da arquitetura.

Muito além de seu tempo, extremamente crítico em relação à falta de visão pública das elites locais, a permanência de Joaquim Cardozo em Pernambuco tem dias contados. O estopim é seu discurso, no final de 1939, na condição de paraninfo da turma de concluintes da Escola de Engenharia. Demitido "a bem do serviço público", a portaria assinada por Gercino Pontes, Secretário de Viação e Obras Públicas, do governo Agamenon Magalhães, sela a partida definitiva do poeta das várzeas de sua "triste e materna e noturna cidade".

Acolhido por Rodrigo Mello Franco de Andrade, que dirige o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a obra literária e a genialidade matemática de Joaquim Cardozo passam a ser reconhecidas na sua verdadeira dimensão.

Em 1947, Carlos Drummond de Andrade prefacia, num longo ensaio, o livro Poemas, primeiro livro de Joaquim Cardozo, publicado quando ele já completara 50 anos e editado por iniciativa dos amigos. A partir de então, sua obra literária não cessa de se enriquecer com peças como Signo estrelado, Trivium ou O coronel de Macambira. E se o seu nome nem sempre aparece quando se fala nas criações arquitetônicas de Brasília, todos sabem que detrás de tudo aquilo há os 'signos estrelados' de alguém que conseguiu reunir poesia e ciência, proeza nunca antes tentada nos horizontes literários do Brasil.

Samuel Rawet, outro calculista e escritor notável, registra com simplicidade o legado de Joaquim Cardozo: "O templo, o solar, a fonte nunca lhe apareceram encobertos pela neblina da distância, nem apenas como a aura dos monumentos. Viu-os com os olhos que vêem o esforço, a incompreensão, a luta de interesses, a avidez e a miséria. E, apesar disso, viu também o que há de permanente e que resiste como testemunha de um entusiasmo coletivo".

Essa "unidade do pensamento e da estrutura moral", anunciada por Evaldo Coutinho, é o que faz com que Joaquim Cardozo possa ser admirado não apenas como grande poeta ou como grande calculista. Mas, sobretudo como a equação perfeita do homem. Expulso do Recife, Joaquim Cardozo regressa à sua cidade para tomar seu "último trem subindo ao céu" e nos legar seu canto, que

É de sol, é de sal
Desse mar nordestino
Suas asas abrindo
Como um pavão!

* Everardo Norões - Natural do Crato, Estado do Ceará, é dramaturgo, poeta, antologista, economista e ensaísta. Colabora em revistas e jornais do país: Jornal do Commercio, Diario de Pernambuco, Folha de São Paulo, Revista Continente Multicultural, Gazeta Mercantil. Morou na França, Moçambique e Argélia, onde publicou poemas no jornal argelino El Moudjahid. Como dramaturgo foi co-autor do espetáculo Auto das portas do céu. Em 1998, recebeu o Prêmio Literário Cidade do Recife. Dentre suas obras estão Poemas Argelinos (1981), Poemas (1999), Obra Poética de Mauro Mouta (Recife, Ensol, 2004) e a organização da Obra Completa de Joaquim Cardoso (Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2009).

Fonte: www.portaldoescritorpe.com

Acesse: www.joaquimcardozo.com


APRESENTANDO JOAQUIM MOREIRA CARDOZO

Maria da Paz Ribeiro Dantas

Nascido no Recife (bairro do Zumbi), a 26 de agosto de 1897, Joaquim Cardozo, poeta, é autor dos livros Poemas, Signo Estrelado, O Interior da Matéria, Poesias Completas e Um Livro Aceso e Nove Canções Sombrias.

No campo da dramaturgia escreveu, inovando o gênero bumba-meu-boi: Coronel de Macambira, De uma noite de festa e Marechal, boi de carro . Escreveu ainda os dramas O Capataz de Salema , e Antônio Conselheiro , alémdo pastoril Os anjos e os demônios de Deus.

Com Oscar Niemeyer e Lúcio Costa participou da construção da cidade de Brasília, respondendo pelos cálculos estruturais. Dentre os edifícios calculados por Joaquim Cardozo, em Brasília, destacam-se o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional e a Catedral.

Como engenheiro calculista, sensível à beleza das formas da arquitetura moderna, Joaquim Cardozo, à época em que foi, no Recife, professor das escolas de Engenharia e Belas Artes (década de 30) escreveu também sobre questões pertinentes à engenharia e à arquitetura. Esses escritos foram publicados em periódicos como Módulo, Arquitetura e Revista do SPHAN..

No final de 1939, paraninfando uma turma de engenheiros, criticou, no seu discurso, o mau uso e as distorções que o poder público fazia no tocante à utilização da engenharia.

Ficou mal visto pelo governo do estado e essa situação, intolerável para ele, motivou sua transferência para o Rio de Janeiro.

Lá fez diversas amizades, dentre as quais Oscar Niemeyer e Rodrigo M. F. de Andrade. Pouco tempo depois de sua transferência para o sul do país foi convidado pelo arquiteto que projetou o Conjunto de Pampulha, em Belo Horizonte, para fazer os cálculos dos edifícios (Igreja, Cassino, Casa do Baile). Mais tarde, como funcionário da Novacap, passou a integrar a equipe de Niemeyer nos cálculos da cidade de Brasília.

Desde criança, Cardozo interessava-se pelas manifestações da cultura popular. Ele próprio relata que muitas vezes ficava até altas horas da noite vendo o bumba-meu-boi. Não é difícil concluir que tal interesse representou o solo onde fincou raízes. Onde se formou a personalidade artística responsável por uma obra literária em que o povo, com suas crenças, mitos, lendas, estaria sempre presente. O mesmo interesse levou-o, mais tarde, a pesquisar as origens do bumba, remontando aos autos pastoris da idade média. De uma noite de festa é um texto popular e ao mesmo tempo erudito, em que ao saber popular - como por exemplo a utilização de plantas medicinais - misturam-se outros saberes, como a física.

Ainda no Recife, nos meados da década de 30, Cardozo integrou a equipe que fazia a Revista do Norte, junto com José Maria de Albuquerque Melo. Nessa época freqüentava a Esquina Lafayette, onde se reuniam artistas e intelectuais como Luiz Jardim, Ascenso Ferreira, Benedito Monteiro, Otávio Moraes e outros, que ali se encontravam para conversar sobre assuntos de interesse geral, incluindo evidentemente poesia e as novas tendências artísticas.

Pessoas que conviveram mais de perto com o poeta comentam que, devido à sua timidez e senso crítico, Cardozo falava de tudo, mas a sua poesia era quase toda guardada "de cor". Sua maneira preferida de dar a conhecê-la era dizendo-a em voz alta, nas reuniões com os amigos. Tanto é que foram alguns deles que tomaram a iniciativa de publicar em livro os seus poemas. Dessa iniciativa veio à luz o primeiro livro de Joaquim Cardozo, Poemas, editado em 1947, quando o poeta estava com 50 anos de idade.

Na poesia do Signo Estrelado, o Nordeste aparece transfigurado em imagens e ritmos entre-laçados; ao colorido, aos cheiros, aos sabores, às formas, à fauna nordestina, transfundidos por uma finíssima sensibilidade aberta às dimensões universais da arte. O livro é uma demonstração da altu-ra em que o sentimento lírico de identificação com a terra se transcende numa dimensão introspecti-va, como em A várzea tem cajazeiras, lembrando o Fernando Pessoa das sondagens do próprio eu:

(...)
A várzea tem cajazeiras...
Cada cajazeira um ninho
Que entre o verde e o azul oscila;
Mocambo de passarinho...
(...)

Nessa várzea sou planície,
vaga dimensão dormente,
tendida no chão conforme
sou de mim sombra somente.

Rumos de céus desvelados
onde chego e me afugento?
- já me escuto como em sonho
de tão longe que me ausento!

Em redes de ramos verdes
me estendo como um caminho,
me espreguiço dessa várzea,
e me embalo desse ninho.

O poder de transfiguração dos motivos temáticos refina-se em várias outras composições, como "Imagens do Nordeste", na qual uma vela de jangada pode ser uma flâmula, uma lâmina (notem as correspondências sonoras), ou uma mariposa:

Joaquim Cardozo foi também crítico de artes plásticas e exerceu, durante algum tempo de - 1955 a 1958 - essa atividade, escrevendo artigos na revista Para Todos, dirigida por Jorge Amado. Muitos artistas de renome tiveram suas exposições comentadas por ele, numa linguagem que não era apenas fruto de um saber técnico, mas da convivência amorosa com as mais diversas expressões da criação artística.

Joaquim Cardozo faleceu aos 81 anos, em Olinda.

Seu nome conquistou um lugar ímpar entre os poetas modernos brasileiros, além da participação que teve como um dos pioneiros em introduzir no Brasil as formas ousadas da arquitetura moderna.

Sinopse cronológica da vida e da obra de Joaquim Cardozo:

1897 - Nasce em 26 de agosto, no bairro do Zumbi, em Recife, Joaquim Moreira Cardozo. Filho de José Antônio Cardoso e Elvira Moreira Cardoso.

1910 - Muda-se com a família para Jaboatão (PE).

1914 - Começa a trabalhar como caricaturista no Diário de Pernambuco.

1915 - Inicia os estudos na Escola de Engenharia de Pernambuco.

1919 - Interrompe o curso de engenharia para servir no exército.

1920/24 - Realiza trabalhos de levantamento topográfico no município do Recife e no estado da Paraíba. Freqüenta a Esquina Lafayette, onde se reuniam intelectuais de diversas tendências, entre os quais o grupo ligado à Revista do Norte, dirigida então por José Maria de Albuquerque Melo.

1924/25 - Dirige e colabora com a Revista do Norte.

1927 - Reinicia os estudos na Escola de Engenharia.

1930 - Cola grau como engenheiro civil.

1931 - Trabalha na Secretaria de Viação e Obras Públicas.

1935 - Leva para a Exposição comemorativa da Revolução Farroupilha, em Porto Alegre, a primeira mostra da arquitetura brasileira moderna. Giro pelo Uruguai e pela Argentina.

1936 - Reassume as cadeiras nas Escolas de Engenharia e de Belas Artes.

1938 - Permanência de três meses na Europa, aonde vai para realizar o desejo de visitar museus e lugares artísticos.

1939 - Paraninfo da turma de engenharia de

1939. Discurso considerado subversivo e atrito com o governo de Pernambuco. Mudança para o Rio.

1940 - Começa a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) com Rodrigo de Andrade, Lúcio Costa e Burle-Marx.

1941 - Conhece o arquiteto Oscar Niemeyer e começa a fazer os cálculos dos projetos. do arquiteto. Dentre esses, os mais famosos seriam as obras que integram o Conjunto Pampulha, em Minas, e os da cidade de Brasília (Palácio da Alvorada, Catedral, Itamarati, Congresso Nacional e outros).

1946 - Incluído por Manuel Bandeira na "Antologia de Poetas Bissextos". A Revista do Norte, nos 50 anos do poeta, dedica-lhe o número de outubro.

1952 - Escreve o primeiro poema do livro Trivium "Prelúdio e Elegia para uma Despedida" editado pela Hipocanpo, em tiragem limitada.

1955/58 - Colabora com a revista "Para Todos", dirigida por Jorge Amado e a revista Módulo, de arquitetura.

1956 - Convidado por Oscar Niemeyer para fazer os cálculos estruturais dos mais importantes edifícios de Brasilia, entre eles a Catedral.

1960 - Editado o livro "Signo Estrelado",pela Livros de Portugal.

1963 - Editada a peça "O Coronel de Macanbira", pela Civilização Brasileira.

1967 - Sob a direção de Amir Haddad é encenado "O Coronel de Macanbira".

1968 - Participa, junto com Audálio Alves e outros poetas do Recife, do movimento poético denominado "Espectralismo".

1973 - Paraninfo da Escola Politécnica do Recife.

1974 - Homenageado pelo I..A..B. da Guanabara, em 17 de dezembro.

1975 - Edição de "O Interior da Matéria", com ilustrações de Burle-Marx.

1981 - Editado o livro póstumo "Um Livro Aceso e Nove Canções Sombrias".

Obras de Joaquim Cardozo:

1947 - Poemas. Rio de Janeiro: Agir.
Pequena Antologia Pernambucana (editado em Barcelona).

1952 - Prelúdio e Elegia de Uma Despedida. Niterói: Hipocampo.

1960 - Signo Estrelado. Rio de Janeiro: Livros de Portugal.

1963 - O Coronel de Macambira ( Teatro) Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
2ª ed. Rio de Janeiro: Edições de Ouro.

1971 - De Uma Noite de Festa - Teatro. Rio de Janeiro: Agir.

1971 - Poesias completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

1973 - Os Anjos e Os Demônios de Deus (Teatro). Rio de Janeiro: Diagraphis.

1975 - O Capataz de Salema, Antonio Conselheiro, Marechal Boi de Carro.
Rio de Janeiro: Agir. Coleção Teatro Moderno, 26.

1976 - O Interior da matéria. Rio de Janeiro: Fontana.

1981 - Um livro Aceso e Nove Canções Sombrias. Recife: FUNDARPE/ Massau-Ohno.

1996 - Poemas Selecionados (organizado e apresentado por César Leal).

Fonte: joaquimcardozo

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