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Guttemberg Guarabyra

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Guttemberg Guarabira, cantor e compositor
Paraíso Perdido
Guarabyra na adolescência - aprendiz de fotógrafo em Bom Jesus da Lapa

Sobradinho

Composição: Sá e Guarabyra

O homem chega, já desfaz a natureza
Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá pra cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o Sertão ia alagar

O sertão vai virar mar, dá no coração
O medo que algum dia o mar também vire sertão

Adeus Remanso, Casa Nova, Sento-Sé
Adeus Pilão Arcado vem o rio te engolir
Debaixo d’água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai, vai subir
Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai-se embora com medo de se afogar.

Remanso, Casa Nova, Sento-Sé
Pilão Arcado, Sobradinho
Adeus, Adeus ...

Guttemberg Nery Guarabyra Filho nasceu em Barra do Rio Grande (Bahia), a 20 de novembro de 1947, mas logo mudou-se para Bom Jesus da Lapa. Filho de Pastor Batista, o caçula de uma família missionária de 5 irmãos ( 4 homens e 1 mulher) cresceu ouvindo Luiz Gonzaga no rádio.

Mudou-se em 1966 para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como boy de escritório de contabilidade. Cantou com Luís Carlos Sá e Sidney Miller na inauguração do Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, em 1967. Voltou para a Bahia logo após, realizando shows no interior.

Em fins de 1967, de novo no Rio de Janeiro, venceu a parte nacional do II FIC, da TV Globo, com a musica Margarida, que interpretou com o grupo Manifesto (composto, além de Guarabyra, por Gracinha Leporace, Lucinha, Junaldo, Augusto César Pinheiro, José Renato Filho, Guarabyra, Guto Graça Melo, Mariozinho Rocha e Fernando Leporace)·

Em seguida, começou a produzir musicais para a TV Tupi carioca, como Bibi ao Vivo e Blota Júnior. Compôs, com Renato Correia, dos Golden Boys, e Danilo Caymmi, Casaco marrom, gravado por Evinha, vencedora do Festival de Juiz de Fora MG, em 1969.

Ainda em 1969 foi convidado para a direção artística do Festival da Canção do México. No mesmo ano foi também um dos criadores da SOMBRÁS, entidade que defendia a regulamentação da lei do direito autoral.

Em 1971 , Augusto Marzagão lhe convidaria para dirigir o VI FIC ( Festival Internacional da Canção), assumindo a direção artística do Festival de Juiz de Fora. Assinou contrato com a Odeon.

Formou, nessa época, com Luiz Carlos Sá e Zé Rodrix, o trio Sá, Rodrix & Guarabyra, com o qual gravou os LPs "Passado, presente e futuro"(1971) e "Terra" (1972). E juntos se apresentaram, em julho do ano seguinte, em show no Teatro Opinião, do Rio de Janeiro, seguido de espetáculos e apresentações em televisão, em que promovia o rock-rural.

Nessa época, Sá e Guarabyra foram premiados pelo jingle, para a Pepsi-Cola, Só tem amor quem tem amor pra dar.

A partir de 1973, com o desligamento de Zé Rodrix do trio, passou a atuar em dupla com Luiz Carlos Sá, começando com dois LPs pela Odeon: Nunca, ainda em 1973, e Cadernos de viagem, em 1975.

O disco Pirão de Peixe com Pimenta, Som Livre, 1977, considerado o melhor da dupla inclui o sucesso Sobradinho, um xote moderno. O disco mistura ritmos nordestinos com o som de instrumentos elétricos. Veio em 1979 o LP Quatro, Som Livre, com destaque para Sete Marias e Vem queimando a nave louca. O disco inclui também Pássaro, novo titulo de Um cantador, composta para o disco Terra e censurada pelo regime militar. Em seu décimo aniversário, 1983, a dupla gravou 10 anos juntos, RCA, disco que inclui sucessos como Espanhola e Caçador de mim, e que marca o fim do rock-rural.

A partir daí, a dupla desenvolveu um som mais urbano, como em Paraíso agora, RCA, 1984, com os sucessos Capitão da meia-noite e Cheiro mineiro de flor. No ano seguinte, foi lançado Harmonia, RCA, o disco mais popular da dupla, com Roque Santeiro, Verdades e mentiras e Dona (regravada pelo grupo Roupa Nova). Os lançamentos seguintes foram: Cartas, canções e palavras, RCA, 1987; Vamos por ai, Eldorado, 1990; Sá & Guarabyra, Eldorado, 1993; Sá & Guarabyra, Eldorado, 1994. Em 1996, a dupla fez um show no Canecão, no Rio de Janeiro, com Beto Guedes. Em 1997 foi lançado o disco Rio-Bahia, pela RGE.. Publicitário colunista e cronista da Agência Estado e cronista do jornal Diário Popular, Guarabyra lançou seu primeiro livro de ficção: "O outro lado do mundo".

Depois de 26 anos de dupla com Luiz Carlos Sá, retomou, com a volta de Zé Rodrix, a atuação em trio, cuja reestréia aconteceu no Rock in Rio III, em 2001. O trio foi, em seguida, contratado pela gravadora Som Livre, lançando o CD e DVD "Outra vez na Estrada - ao vivo".


Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Tavito, Trio Esperança, Erasmo Carlos, Edson Montenegro, Ney Matogrosso, The Fevers, Cynara, Marisa Gata Mansa, Quarteto em Cy, Evinha, Danilo Caymmi, Golden Boys, Milton Banana Trio, Amelinha, Nilson Chaves, Roupa Nova, João Donato, Flávio Venturini, 14 Bis, Selma Reis, Agostinho dos Santos, Zizi Possi, Celly Campelo, Sérgio Reis, O Terço, Oswaldinho, Quarteto em Cy e Marcos Sabino, entre outros.

Entre seus maiores sucessos como compositor estão as canções "Mestre Jonas" e "Outra vez na estrada", ambas com Luiz Carlos Sá e Zé Rodrix, "Casaco marrom" (c/ Renato Correa e Danilo Caymmi), "Espanhola" (c/ Flávio Venturini) e "Dona" ( c/ Sá).

Discografia Solo:

Grupo Manifesto - Manifesto Musical ( 1967) Elenco / Philips LP/CD
Grupo Manifesto nº 2 ( 1968 ) Elenco /Philips LP/CD

Casaco Marrom - ( 1969 ) Odeon - LP
Lembranças do Futuro - ( 2007) Velas - CD


Fontes: Dicionario Cravo Albim de MPB, Clique Music, Silvana Guimarães e Paraíso Agora

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GUTTEMBERG GUARABYRA

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